Anti-Similar

Detritos mentais de uma pessoa comum e um pouco anormal.

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29.2.04

26.2.04
 
"We don't need non education
We don't need non thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers
Leave them kids alone"

Roger Waters


Certa vez ouvi alguém dizer que a letra de Another Brick in The Wall beira o absurdo. Não que se tratasse de um apoio à repressão ou ao "sarcasmo obscuro na sala de aula". Não. O problema estava na frase "Nós não precisamos de educação". Afinal, que pessoa em sã consciência (e previamente educada) recusaria a tão comumente aclamada solução-geral?

Na época, não pensei muito no assunto (eu estava mais preocupada com o lançamento de Familiar to Millions, álbum ao vivo do Oasis). Mas, depois de assistir ao clipe de Another Brick... repetidas vezes e internalizar a cena em que crianças são transformadas em carne moída, (re)pensei.

Oras, as coisas não podem ser assim, tão simples. Que é educação? Um conceito ora subjetivo, ora pré-requisito à vida social, ora (sempre!) relativo à época que transcorre. E, para o pequeno Roger Waters dos anos quarenta, educação era repressão, sarcasmo obscuro e obscuridade sarcática. Sim, pais, avós, educadores e religiosos afirmavam isso, com todos os atos que a definição prescreve. E essa educação proibia a reformulação do termo. Inquestionável. E que pessoa em sã consciência (e previamente educada) recusaria a tão comumente aclamada solução-geral? Aplicar novos métodos, questionar, seria deseducar.

Para um futuro autor de The Dark Side Of The Moon, nada mais natural e lógico do que repugnar a "educação". E todos que apóiam a recusa de "thought control" e "dark sarcasm" também o fazem. Contextualizando, eco ao verso "We don't need non education"!



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16.2.04
 
Lição do dia: quem procura acha e, quando acha, reclama. Quem procura e não acha também reclama. É... paremos de procurar.

Questionamento do dia: onde foram parar as flashmobs? E eu, que pensei que elas salvariam o mundo...
Mas, talvez, tal sumiço seja a perfeição conceitual. Não foram as "flashmobs" as únicas a se dispersarem na normalidade - a "Flashmob" seguiu o mesmo caminho.




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15.2.04
 
Pronto. E a poeira provoca espirros.
Troquei a malfadada placa de modem! Terá sido praga de governantes oniscientes?
Mas, enfim... Novo modem, novas preocupações, novas frustrações e mesma capacidade de reclamar.
Êta vida besta, meu deus!



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4.2.04
 
Zapeando...

Aos pobres, os cocos

"Pobre também tem direito a coqueiros!"
(da prefeita Marta Suplicy, ao ser questionada quanto às prioridades do governo municipal - canalizar córregos ou plantar coqueiros*?)

* Na verdade, as árvores a que se refere a prefeita não são coqueiros, mas palmeiras. Os coqueiros, ao contrário das palmeiras, têm uma função social: fornecer cocos, que podem ser comercializados (aqui, sem custos de produção ou compra em atacado), e agir como uma alternativa ao desemprego. Palmeiras são apenas alegóricas, assim como a maior parte dos seres que freqüentam câmaras, gabinetes e sessões de votação. Mas, é claro, há sempre alguém atrás de palmitos.

Campanha
"Dá aqui o meu coqueiro!"

Por uma Zona Leste a la Palm Beach.





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3.2.04
 
Recado: meu caro amigo fã do Sílvio Santos e imitador do mestre Isac, por favor me repasse seu email. Eu perdi a lista...
(Para mais informações, leia os comments do post de 28/01/04)



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Buda e a Cidade - Um post zen

Tudo na cidade se torna, um dia, sufocante: o asfalto, os portões, os edifícios de vidro, os cães de guarda. O ambiente urbano é tóxico ao espírito e à mente (uma redundância, se os consideramos sinônimos). Preciso de um templo, não de regras, nem da obrigação de adorar. Apenas a estrada (ao som de guitarras distorcidas, é claro) - ela seria suficiente para reciclar/exorcizar algumas coisas. Sim, Rodovia Castelo Branco e Buda são entidades verdadeiramente próximas. Rodovia, guitarras, pianos, ar, cidadezinhas nas quais ainda se valoriza um bolo de cenoura.

Mas o nirvana está sempre mais próximo do passado, quando ainda não havia construções ao redor daquela casa, quando se podia ver tonalidades verdes da janela do quarto. Quando se podia admirar as nuvens negras de chuva chegando ao longe, como que rolando sobre si mesmas. E não havia córregos a transbordarem, nem metrô a ser suspenso. Mas, como afirma Raul Pompéia, a nostalgia é hipócrita - tudo o que há é a angústia do presente, sempre.



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2.2.04
 
"You gotta go there to come back"...

... Bem pensado.



Sometimes I ask myself why I prefer to express some things in English. Maybe they would seem "more real" in Portuguese, my mother-language. Yes... I guess I see "foreign" as a magical world, like a Never Land, although I can't say that I would express everything that goes in my mind in such place. Anyway, this is fucking nonsese. See? Using bad words is much easier in English. In Portuguese, I had to practice a lot until I could say a certain non existent mother was a bitch. In fact, thinking that way, I don't like it... It's sexist. New goal: stop saying bad words. Maybe I'll get an extra room in my heaven-house. Ok, ok... Coming back... Why do I like to say some things in English, and in English only? Oh, I don't know! No... I know... But my English speaking side is lazy... Lazy, almost sleeping at work... But I can say something: I do that because it makes my stomach pain lighter. And why am I posting in English? Trully, because I want you to know that I speak English! I want to show everybody that I can do something. And that makes my night lighter.

"Speaking in English makes my stomach pain lighter."
Alter-ego 126 (legendas não disponíveis)





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